Quanto custa um software de OKR no Brasil
Conferimos nove fornecedores de OKR: dois publicavam o preço. Este artigo explica os dois modelos de cobrança, mostra onde a conta vira contra a sua empresa e diz quanto custa o StayAlign.
Se você já tentou comparar softwares de OKR, provavelmente esbarrou no mesmo problema: os preços não estão nos sites. Você preenche um formulário, agenda uma conversa, e o número só aparece depois de uma demonstração de quarenta minutos.
Isso não é acaso. E entender por que acontece ajuda você a fazer a conta certa antes de sentar com qualquer vendedor.
Por que quase ninguém publica o preço
Em agosto de 2026 conferimos os sites de nove fornecedores de OKR que atendem o Brasil. Dois publicavam o preço. Os motivos são compreensíveis do lado de quem vende:
- O preço depende do tamanho da empresa. No modelo mais comum, o valor é por colaborador. Um número único na página não descreveria a maioria dos casos.
- O valor final envolve módulos. Avaliação de desempenho, pesquisa de clima e integrações costumam ser vendidos à parte.
- Implantação é negociada. Muitas propostas incluem horas de consultoria que variam por empresa.
O efeito colateral, do seu lado, é que comparar fica caro em tempo. Para colocar três fornecedores lado a lado, você precisa de três reuniões.
Os dois modelos de cobrança
Praticamente toda proposta que você vai receber cai em um destes dois formatos.
Preço por assento. Você paga um valor por colaborador que usa o sistema. Foi o mais comum entre os fornecedores que conferimos. A vantagem é começar barato: se cinco pessoas usam, você paga por cinco. A desvantagem aparece depois.
Preço fixo por empresa. Você paga um valor por mês por uma faixa de colaboradores. A vantagem é previsibilidade: contratar gente não mexe na mensalidade. A desvantagem é que empresas muito pequenas pagam por uma faixa que não usam inteira.
Onde a conta vira
O ponto que quase ninguém calcula antes de assinar é em que tamanho de equipe um modelo passa o outro.
A conta é simples. Pegue o preço por colaborador da proposta, multiplique pelo número de pessoas que vão usar, e compare com o valor fixo. A tabela abaixo usa um preço por assento hipotético de R$ 25 por colaborador, só para mostrar o formato do cálculo:
| Colaboradores | Por assento (R$ 25 cada) | Preço fixo StayAlign |
|---|---|---|
| 5 | R$ 125 | R$ 397 |
| 10 | R$ 250 | R$ 397 |
| 16 | R$ 400 | R$ 397 |
| 20 | R$ 500 | R$ 397 |
| 30 | R$ 750 | R$ 597 |
| 40 | R$ 1.000 | R$ 597 |
Nesse exemplo a virada acontece por volta de 16 colaboradores. Abaixo disso, o assento sai mais barato. Acima, o fixo passa a ganhar — e a diferença cresce a cada contratação.
Refaça essa conta com o número real da proposta que você recebeu. É a única forma de saber onde a sua empresa está.
Há um efeito menos óbvio no modelo por assento, e ele é o que mais atrapalha o OKR: você começa a escolher quem entra no sistema pelo custo. Deixa de fora a equipe de operação, deixa de fora o pessoal de loja, deixa de fora quem entrou mês passado. Quando isso acontece, o acompanhamento de metas passa a cobrir só uma parte da empresa — e OKR que cobre metade da empresa não alinha nada.
O que costuma não estar no preço anunciado
Antes de comparar dois números, confirme o que cada um inclui:
- Implantação e configuração inicial. Algumas propostas cobram à parte, em horas.
- Treinamento da equipe. Costuma ser um pacote separado.
- Módulos de avaliação de desempenho e clima. Frequentemente vendidos como módulo adicional.
- Integrações. Conexão com ferramentas de comunicação ou com o ERP pode ter custo.
- Suporte com prazo de resposta. Suporte prioritário costuma ser um plano acima.
- Reajuste e prazo de fidelidade. Pergunte pelo índice de reajuste e pela multa de cancelamento.
Um valor mensal baixo com implantação alta pode custar mais no primeiro ano do que um valor mensal maior sem custo de entrada.
Quanto custa o StayAlign
Publicamos o preço porque a comparação deveria ser possível sem reunião:
- R$ 397 por mês para empresas com até 20 colaboradores.
- R$ 597 por mês para empresas com até 40 colaboradores.
- Acima de 40 colaboradores, o valor é combinado com a equipe comercial.
Não há cobrança por assento: contratar mais gente dentro da faixa não muda a mensalidade. Não há versão gratuita nem período de teste — a contratação é por cartão, com garantia de 30 dias. Se não servir, você cancela dentro do prazo.
A implantação está incluída. Você não paga horas de consultoria para começar a usar.
Como comparar de verdade
Se você vai avaliar mais de um fornecedor, leve estas perguntas para todas as conversas. Elas transformam propostas diferentes em números comparáveis:
- Qual o custo total no primeiro ano, somando mensalidade, implantação e treinamento?
- O que acontece com o valor se a empresa contratar dez pessoas em seis meses?
- Quais recursos estão fora do plano apresentado?
- Qual o índice de reajuste e em que mês ele se aplica?
- Qual o prazo de fidelidade e a multa por cancelamento?
- Como o colaborador registra o progresso? Se depende de o colaborador abrir o sistema, o custo real inclui alguém cobrando isso toda semana.
A última pergunta raramente aparece nas propostas, e vale fazer a conta dela. Se manter o acompanhamento em dia consome uma hora por semana de quem gerencia, some esse custo à mensalidade antes de comparar dois números — ele não aparece na proposta, mas sai do mesmo orçamento.
O critério que sobra depois do preço
Preço separa fornecedores no começo da avaliação. Depois que dois ou três ficam na faixa que a sua empresa aceita, vale olhar outra coisa: se o acompanhamento depende de alguém empurrando toda semana.
Vale medir isso na demonstração. Pergunte como o colaborador é lembrado do check-in, por qual canal a mensagem chega, e o que acontece quando ele não responde. São perguntas baratas de fazer na demonstração e caras de descobrir depois de assinar.